A Menina e o Big Mac

O post de hoje foi motivado por uma cena que assisti há alguns dias. Estávamos em um parque, onde opções variadas de comidas (desde frutas, lanches naturais, balas, doces ao Mc Donald’s) estavam disponíveis.

Em um banco, uma menina e um Big Mac.

Uma menina de não mais que 3 anos de idade comia um Big Mac. A garotinha – certamente com dados antropométricos que a classificariam no mínimo com sobrepeso – mal conseguia segurar o lanche. O adulto perto dela estava ajudando-a a segurar.

A menina e o Big Mac.

Fui tomada por uma tristeza tão grande. Essa menina – como qualquer outra criança – não tem nenhuma maturidade para avaliar criticamente essa escolha. Como toda criança optará pelo que é mais prazeroso. Cabe ao responsável, prezar pela promoção da saúde – que nesse caso diz respeito à alimentação.

E não adianta dizer que “só um Big Mac” não faz mal. Nessa idade, não há meio termo, faz mal sim. Aquela cena, ficou repassando na minha cabeça. Passei o resto da tarde tentando achar uma justificativa para a escolha daquele alimento para uma criança tão pequena. Não consegui. Não gostou de nenhuma fruta? Ok. Também não sentiu prazer nos lanchinhos naturais? Está certo. Queria muito muito um lanche dessa rede? Ok, mas realmente há opções melhores do que foi oferecido.

Estudos no mundo todo mostram que a obesidade está aumentando e os dados referentes à faixa etária pediátrica são assustadores: 124 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos ao redor do mundo eram obesos, em pesquisa feita há 3 anos. O crescente consumo de produtos industrializados, ricos em açúcar e gorduras é um dos principais fatores dessa triste realidade.

A obesidade está relacionada a diversos problemas como distúrbios cardiovasculares, pressão alta, distúrbios endocrinológicos, como diabetes. Sabe -se que aquelas placas de ateroma (que podem obstruir os vasos sanguíneos, gerando tromboses e acidentes vasculares) podem se formar já na infância.

Esse post é mais um desabafo. Aonde nós, como agentes promotores da saúde dos pequenos, estamos falhando? Não conheço a menina, tão pouco sua família. Mas me senti impotente. E por isso resolvi escrever. Pais, avós, cuidadores: não precisa haver extremos. Tanto as dietas restritivas como tal “enfiar o pé na jaca” rotineiro não são saudáveis. Prezem pelo equilíbrio e estarão fazendo um grande investimento na saúde dos pequenos.

Bibliografia de Apoio

Periódico Lancet

Federação Brasileira de Obesidade

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