Alimentos Orgânicos: Como a lei que está dando o que falar pode afetar a saúde da sua família?

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (02) projeto de lei sobre novas regras que restringem a venda direta de produtos orgânicos. A lei prevê que a venda dos produtos orgânicos seja realizada diretamente ao consumidor pelo agricultor familiar “integrante de organização de controle social cadastrada nos órgãos fiscalizadores”, além de permitir que a comercialização seja feita sem a certificação de garantia da procedência do produto, “se o consumidor e o órgão fiscalizador puderem rastrear o processo de produção e ter acesso ao local de produção ou processamento”.

Ainda, os agricultores familiares poderão comercializar a produção própria, de outros produtores certificados ou de produtos com a certificação prevista na Lei da Agricultura Orgânica. O comércio deverá ocorrer em feiras livres ou em propriedade particular, diferente das opções atuais que permite que seja feito em estabelecimentos como supermercados desde que a mercadoria tenha o selo SisOrg, obtido por auditoria ou fiscalização.

Assim, pela Lei da Agricultura Orgânica, os agricultores familiares são os únicos autorizados a realizar vendas diretas ao consumidor sem certificação, desde que participem de organização de controle social. A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário da Câmara.

Mas o que são exatamente alimentos orgânicos e qual impacto deles na saúde?

A agropecuária orgânica utiliza uma abordagem no cultivo de alimentos que basicamente evita agentes químicos sintéticos, hormônios, antibióticos, engenharia genética e irradiação. Prática que vai na contramão da produção mais largamente realizada no setor da agricultura e pecuária atual.

De acordo com Instituto Nacional do Câncer, no Brasil desde 2009 alcançamos a posição de maior consumidor mundial de agrotóxicos, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante.

Ao pesquisarmos em diversos periódicos médicos e de nutrição não encontramos, até o momento, estudos com dados científicos que evidenciem totalmente associação direta entre consumo de alimentos orgânicos e promoção da saúde, quando comparados aos produtos não orgânicos. Os documentos e estudos revelam, no entanto, que dietas compostas por alimentos orgânicos diminuem consideravelmente a exposição a pesticidas relacionados a uma série de doenças, como alergias, neoplasias, bem como redução à exposição a antibióticos, encontrados principalmente no leite e carnes.

Ainda, dados revelam que alimentos orgânicos possuem maiores níveis de ômega-3, nutriente importante em vários processos fisiológicos, incluindo desenvolvimento cognitivo.

Vale a pena lembrar aos pais que uma dieta rica em legumes, verduras, oleaginosas, cereais e frutas é sempre crucial para promoção da saúde de seus filhos e de toda família.

Ficou tentado a experimentar alimentos orgânicos?

Em São Paulo, algumas empresas familiares de produção orgânica vendem seus produtos on-line.

Ficou curioso?

Aqui listamos algumas opções que nós testamos e gostamos:

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