Ao papai e a mamãe, com amor: O primeiro dia na escola

A adaptação escolar pode ser um período delicado para todo mundo. Mães e pais com sensibilidade aflorada, algumas angústias e olhos marejados passarão pelo período de adaptação… Para quem está vivendo esse momento, o post de hoje é dedicado a vocês, em um faz de contas a partir de uma cartinha aos pais sob a ótica da criança…

“Queridos papai e mamãe,

Hoje faz 1 semana que comecei na escola….

Há 1 semana e 1 dia confesso que dormi com frio na barriga, imaginando algumas situações do meu primeiro dia na escola … “será que mamãe e papai vão se adaptar?” , “será que eu vou me adaptar?”, “e se a mamãe chorar quando eu for com meus novos amigos?”

…tantos “e se’s”…

No primeiro dia da adaptação chegamos tímidos. Posso dizer que mamãe que você parecia mais do que eu. Parecia até apreensiva, pois não soltava minha mão. Reparei que deu um sorriso nervoso quando a moça da escola veio e me pegou no colo… só melhorou a cara quando voltei para seu colo… Papai parecia desconfiado, andava para lá e para cá, olhando, mexendo…

Quando mamãe me colocou no chão, timidamente sai andando. Se papai estava desconfiado, melhor eu também ir com calma. Mas daí… confesso…vi tantos amiguinhos correndo, pulando, brincando! Quanta bagunça que eles estavam fazendo naquele parquinho ! Não consegui me conter! Soltei a mamãe e fui! Sem nem olhar para trás de tanta euforia!

Vez ou outra procurava, com meus olhinhos, por vocês … só para ver se estava tudo bem … Apesar de sempre sorrirem de volta, tive a impressão – em algumas vezes – que você, mamãe, estava com olhos molhados. Por isso, voltei algumas vezes para te dar um abraço bem apertado.

Nesses dias da tal “adaptação”, imagino, mamãe e papai, que seus corações estejam apertados, pensando se lá na escola vão olhar quando eu fizer cocô e me trocar logo, ou se terão paciência em me dar fruta mesmo quando eu insistir que quero brincar primeiro, ou imaginando se eu cair: Quem vai me socorrer ?!

Mas olha: ficaremos todos bem!

Eu vou aprender um monte de coisas novas e fazer muita bagunça com meus novos amigos! E todos os dias voltarei com novidades para mostrar para vocês. Vocês ficarão orgulhosos!

Obrigada por esse novo mundo de descobertas e aventuras!
Com amor, sua filha”

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O ano em que me tornei mãe…

O ano em que me tornei mãe…

31 DE DEZEMBRO DE 20160♥ EDITAR

Por sorte ou sabedoria a Natureza não nos fez planos. Que Universo complexo carregamos dentro do peito! “Raso, largo, profundo”, já dizia o poeta.
Somos tudo junto e misturado! Amor e raiva, tristeza e felicidade, nascimento e luto, cansaço e estímulo, paz e conflito. Está tudo aqui, coexistindo, lado a lado, mãos dadas! Uma doidera sem tamanho, mas que torna a vida algo muito além do simples existir. Se penso – logo existo, então se sinto – logo vivo!

❤

2016, te vivi intensamente! Das tristezas mais profundas às alegrias mais enubriantes! Que ano! Que bom viver! 

Que venha 2017…

Um ano maravilhoso para todas nós!All you need is love !

All you need is love !

20 DE NOVEMBRO DE 20160♥ EDITAR

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Essa tarde estivemos no show Beatles para Crianças, aqui no teatro do shopping Morumbi em SP…A princípio estávamos um pouco apreensivas, pois como era lugar marcado tivemos medo que os pequenos rapidamente se cansassem, chorassem e enfim … fim do show …
Mas nada disso ! Já no começo a banda deixou bem claro que todos poderiam ficar em pé, chegar perto do palco do teatro, dançar e pular ! Crianças de todas as idades participaram de um
show super interativo! Além de ouvirmos sucessos como,  Hey Jude e All you need is love, os cantores brincaram e incluiram pais, avós e crianças na apresentação com direito a subida no palco e tocar instrumentos !
Uma Tarde leve e gostosa! Vale muito a pena !

Para quem se interessar segue o link : http://www.beatlesparacriancas.com

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Lidando com o aperto no coração de ver nossos filhos doentes, ainda que por uma virose

😉

Lidando com o aperto no coração de ver nossos filhos doentes, ainda que por uma virose

18 DE OUTUBRO DE 20160♥ EDITAR

Hoje vou dividir com vocês uma
Angústia que paira na minha casa… Aperto no coração sentido por muitas mães que atendemos no consultório : diarréia aguda, vômito e inapetência!

O caso é… Minha filha de 1 ano começou há quase 2 semanas com fezes mais pastosas… De cara pensei: “deve ser um vírus… Teve festinha, contato com outras crianças.. Já já melhora”. Meu lado pediatra apenas iniciou probiótico. Pois bem.. Passado 10 dias, a diarréia estava melhorando, quase sumindo! Até que no 11dia: além de não ter sumido, o desgramado do cocô passou a ser água!

Não pude evitar e examinei minha própria filha… E achei sinais de um novo quadro viral, compatível com a Sd mão-pé-boca. O “lado pediatra” acalmou o “lado mãe” : doença viral, auto-limitada e benigna, não vai comer muito, pode até ter febre mas é o esperado. Importante é hidratar… Fiquei repetindo tudo isso como um mantra!
Pois bem…
A pequena teve febre, ficou sem apetite, bumbum assado (apesar de todos os esforços intensivos para não ficar), teve 10 evacuações líquidas em
12 horas (daquelas que escorrem pelas perninhas com um simples pum)… Aquele verdadeiro inferninho, já conhecido por muitas mães e muitos pais!
Mas … Pensava eu “bom
pelo menos está comendo fruta, bebendo líquidos, está hidratada… E sem vomitar” . Até que tudo sob controle…

Bem essa relativa tentativa de tranquilizar meu coração foi até : ela 1) passar 36hs sem comer nada (e quando eu digo nada: é nada mesmo) só leite, suco e água, 2) vomitar em jato – mesmo usando antiemético – ficar prostrada e fazer aquela clássica cara sofrida de quem vomitou…
Com o choro estridente dela, meus olhos encheram  de lágrimas e meus pensamentos se desorganizaram:
– levo no Ps? Mas vou fazer o que lá? Antiemético e hidratação intravenosa?
– Ou Insisto em antiemético oral e ofereço mais líquidos ?
– Ligo para o pediatra dela? Mas já está tão tarde! ( sim, apesar dela ter pai e mãe pediatra, ela também tem um pediatra)

Respirei fundo.
Primeiro, tentei passar tranquilidade para ela. Dei banho na pequena, que estava lavada de vômito. Ofereci mais uma dose de antiemético, bem devagar, e depois líquidos em pequena quantidade.
Ficou mais animada… Ótimo! Nada de PS por enquanto. Pouco tempo depois, cansada – e aposto que de saco cheio do dia dela – minha filha dormiu.

Assim… Eu – com coração apertado – fui tentar jantar… Comi quase nada de tão angustiada.
E a que se deve essa angústia? É a angústia da impotência.
Impotência por saber que apesar de quadro benigno e auto-limitado, tanta diarréia e vômito levam a um tremendo mal estar… Que a inapetência – transitória – fez ela ficar um pouco mais magrinha, mesmo sabendo que depois recupera… Aperto no coração, pois os dias ficam mais longos ao vermos nossos pequenos caidinhos.

E nesse contexto cabe a mim oferecer sintomáticos, hidratar, observar sinais de alerta e ser paciente quanto ao curso da doença em si. Pois enfim…

Vamos em frente!

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Mamãe Maratonista!!!

Mamãe Maratonista!!!

22 DE SETEMBRO DE 20160♥ EDITAR

05:30. Acorda. Lauaua(…)! Levanto. Sono. Acordei? Apareço no berço, sorri! Colo, bom dia! Troco fralda, mama, brinca. Olha o pato, Qua qua. Preparo o café, brinca, tomamos café. Brinca, brinca. Cadê a mamãe? Achooou! Tomo banho. Acordei! Brinca. Em pé, senta, em pé, senta, engatinhou? Quase! Preparo a malinha. Brinca. 08:00. Sono. Colinho. Mãezinha do céu… valsinha, dança pra lá, pega a chupeta do chão, dança pra cá. Balança um pouquinho! Dormiu. Berço. Lavo a louça, arrumo a mesa. Acordou! Já? Já! Brinca. Troco fralda! Tem cocô! Brinca. Cadê o balão? Cai cai balão, cai cai balão… Brinca. Potinhos, bolinhas. Barulho, barulho, barulho. Caiu o potinho? Mamãe pega. Caiu? Mamãe pega! Caiu de novo? Mamãe pega de novo. 09:30. Fruta! Raspa a manga! Huuuum! Manguinha gostosa! Abre o bocããão! Gostoso! Caiu a colherinha? Mamãe pega! Caiu de novo? Pego… aposto que vai cair de n… ops! Caiu! Pego! Santo babador! Acabou? Tira o babador! Maldito babador! Roupa suja! Trocador. Chora! Qual roupa? Chora! A primeira da gaveta! Chora! Ficou lindo! Brinca, brinca. Carrinho, vruum vruum. Bibi, fomfom! Gargalha! Brinca. Em pé! Senta! Deita. De 4! Agora vai! Pega a bolinha? Não, deu ré… achou o paninho! Joga. Pega, joga. Brinca. Gargalha. Cadê a vaquinha?
11:00h. Sono. Eu? Não, ele! Coça o olho, chora. Nino pra lá, nino pra cá! Dormiu! Berç… Não! Acordou! Chooora! Nino, pego a chupeta no chão! Dorme! Beeeem devagarinho, coloco no berço! Ufa! Foi!
Lavo a louça, lavo o body de manga! Durmo? Deito, vai que… acordou! 12:00h. Esquenta a papinha. Huuuum! Delícia! Cadê o bocão? Comeu tudo? Caramba! Tem sobremesa! Bananinhaaa! Abuuuu! Gargalha! Voa banana pra todo lado!
Tira o babador! Que fedô! Cocô. Troco fralda. Chora! Perai amor. Chora! Falta pouco! Chora! Pronto, acabou! Brinca. Brinca. Toma água. Baba. Toma água. Baba. Brinca. Macaquinho, vaquinha. Cadê o au-au? Levanta, senta, levanta, senta. Lauaua! Mamãe vai mordeeeer! Gargalha! Deita. Rola. Bolinha, potinho. Brinca. 14:30h. Mama! Pega a mãozinha. Delícia! Dorme. Berço. Almoço. Lavo a louça. Acorda. Brinca. Olha o livrinho! Põe na boca! Bate o potinho no livrinho. Faz barulho. Levanta, joga o livrinho no chão. Senta. Abre o livro, fecha o livro, abre o livro, fecha o livro. Levanta. Senta. Engatinhou? Quase! 17:00h. Jantar. Esquenta a papinha! Colherinha na mão! Caiu? Mamãe pega. Abre o bocão. Caiu de novo? Mamãe pega de novo. Caiu 40 vezes? Mamãe pega 39! Deixa no chão. Acabou? Ótimo. Banho! Encho a banheira. Brinca. Cadê o balão? Cai cai balão, cai cai balão… Banheira pronta. Trocador. Chora. Tiro a roupa. Chooora. Levo pro banho! Gargalha! Pega o siri! Põe na boca! Pega o golfinho! Põe na boca! Pega o Shampoo… põe na boca! Gargalha. Chuá Chuá! Voa água! Gargalha. Trocador. Vamos secar? Chooora! Macacão quentinho! Quanto botão! Chora! Muito botão. Chora. Acabou. Tá lindo e cheiroso! Pega o livrinho. Mamãe lê. Passa o dedinho nas páginas. Abre o livro. Fecha o livro. Mamãe lê. Passa o dedinho! Pede colo. Mama. Mãozinha no dedinho da mãe. Acabou? Sono. 18:30. Colinho gostoso. Escurinho. Berço. Dorme. Posso dormir? Não.
Esvazio a banheira. Guardo os brinquedos. Limpo o chão cheio de papinha. Lavo a louça. Engulo qualquer coisa. Respondo mensagens, pago contas. Namoro. Deito. Olho a babá eletrônica. Corpo dói, coração transborda! 21:00h. Agradeço. Durmo!

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Adoção: Conheça a história da minha caçula

Adoção: Conheça a história da minha caçula

12 DE SETEMBRO DE 20160♥ EDITAR

Faz um tempo que quero escrever sobre a chegada da minha segunda filha. Poderia facilmente ser um post sobre a difícil tarefa de administrar duas crianças pequenas em casa, mas não é.

Essa é a história de uma jornada.

Ela começou muito antes de eu conhecer meu marido, eu deveria ter uns 13 anos quando decidi que queria adotar um filho quando chegasse a hora.Jamais descartei a hipótese de “filhos biológicos”, mas dentro de mim crescia esse desejo. Na simplicidade do pensamento adolescente eu queria ajudar uma criança que estivesse aí já, à mercê da vida…
Os anos passaram, conheci meu marido, me apaixonei perdidamente pelo ser humano ímpar que ele é. Um homem que passou um ano na Libéria, em meio a mais triste realidade, trabalhando para uma organização humanitária, um trabalho que eu sempre sonhei. Esse era o menor dos interesses em comum. Meus sogros passaram a vida prestando serviço voluntário a um abrigo, e assim como eu era dele também o sonho de adotar.

Quando a hora chegou de realmente conversar sobre filhos ficamos divididos se adotaríamos primeiro ou tentaríamos as vias convencionais. Não deu muito tempo, 1 mês depois que nos casamos engravidei da minha primeira filha. Uma menina linda que encheu de vida e significado os nossos dias.

Passamos um ano fora do país, na volta sabíamos exatamente o nosso primeiro passo. Procurar a vara da infância e iniciar o processo de adoção. Sempre ouvimos falar de quão longo era o processo e não queríamos uma diferença de idade muito grande entre as crianças.
Muita pesquisa na internet e uma visita ao fórum depois iniciamos a burocracia.

Primeira etapa: juntar documentos. Coisa simples, rg, cpf, umas fotos de casa, da família…
Uma palavra nova então surgiu: habilitação. Mas o que exatamente significa isso?? É preciso passar por um curso com a juíza da vara, depois uma avaliação e visita domiciliar da assistente social e depois uma série de entrevistas com a psicóloga, para que o processo retorne então ao ministério público e depois às mãos da juíza para que enfim você esteja habilitado a adoção. Desta forma, ninguém entra na fila até estar habilitado.

Começou aí uma corrida contra o tempo na minha cabeça. Dizem que leva por volta de 6-8 meses este processo todo, some-se a isso o tempo aguardando a criança. Fiquei pensando na enorme diferença que existiria entre minha filha mais velha e o(a) irmao(ã).
Mas essa angústia logo deu espaço a outras questões ainda maiores. Quando você realiza o curso com a juíza recebe também uma folha inicial com o perfil da criança que deseja adotar. Eu e meu marido nos sentimos diante de uma lista de “compras”… Branco, pardo ou negro?? Menino ou menina?? De até que idade?? Entre muitas outras questões. Depois da estranheza inicial veio um longo processo de reflexão (que uma outra hora posso até contar com mais detalhes), que se estendeu inclusive durante as entrevistas com a psicóloga…

Por fim decidimos que nossas únicas restrições eram uma ou duas (inicialmente aceitávamos irmãos) crianças saudáveis, menores de 5 anos!!!
Fomos habilitados 7 meses após nossa primeira visita ao fórum. Prazo dentro do previsto (às custas de muitas ligações e visitas ao fórum para observar que os prazos estavam de fato sendo cumpridos)!

Dois meses depois recebemos uma ligação do fórum! Gostariam que fossemos conhecer uma dupla de irmãos, dois meninos de 5 e 2 anos. Meu coração parou. Passamos um dia pensando em como seriam seus rostinhos, como se chamariam? Enfim, não conseguíamos pensar um minuto sequer em outra coisa. No dia que deveríamos comparecer ao fórum recebemos uma ligação cancelando a indicação das crianças. Um verdadeiro banho de água fria. Como assim te ligam e depois cancelam?? Como assim perdi meus filhos?? Senti a dor de um aborto. Que sensação terrível. Ainda assim fomos convocados pela juíza que queria nos explicar o porquê da atitude. A história é longa. O fato é que nos sentimos acolhidos pela vara que conduzia o nosso processo e, ainda que arrasados pela perda, retornamos á fila de espera.

Depois de uma longa reflexão e o amadurecimento que o fato gerou “voltamos atrás” no nosso perfil (sim, o processo é dinâmico e pode ser alterado toda vez que o casal sentir necessidade) e decidimos por apenas uma criança, mantendo o perfil anterior.

Dei um tempo na ansiedade, me dediquei a minha filha mais velha e ao trabalho integralmente e estava curtindo a visita da cunhada e dos sobrinhos que passavam uma temporada no Brasil… E então aconteceu!

No dia 24 de agosto de 2015 o meu telefone tocou e do outro lado meu marido: “Mo você está sentada?”

Eu estava tão tranquila, que só consegui pensar que ele tinha mais novidades a respeito de um novo emprego que havia começado… E então ele disse “me ligaram do fórum, querem que a gente vá lá segunda feira (ainda era sexta) para conhecer uma menininha”. O chao sumiu, meu estômago deu um nó, e meu coração facilmente batia a 200 por minuto!!! Eu queria gritar, ligar para todo mundo. Mas… Gato escaldado tem medo de água fria… Eu e meu marido combinamos que até irmos ao fórum não falaríamos com ninguém…

Foi o fim de semana mais longo da minha vida,pra completar a primogênita começou com febrão, vômitos, e no dia seguinte diagnosticamos uma escarlatina. Passamos dois dias entre antitérmicos, montagem de berço, banho para baixar a febre, achar as roupas antigas da mais velha…
Finalmente segunda feira chegou. Avisamos a mais velha que estávamos indo conhecer a irmãzinha dela e partimos rumo ao fórum!

Hoje, o primeiro passo é ir ao fórum conhecer a criança por meio de fotos, ter acesso a sua história e só depois, com a certeza de que o perfil está de acordo com o discriminado e não há outras questões é que se pode ir ao encontro de fato.
Nos sentamos diante da psicóloga que abriu uma pasta, começou a ler uma ficha e puxou uma foto! As lágrimas não paravam de escorrer…

Nem nos sonhos mais perfeitos eu poderia imaginar uma bonequinha como aquela. Meu coração estava a mil. Saímos de lá com a certeza de que tínhamos enfim encontrado a nossa filha. Cartório expediu o documento e com ele em mãos fomos ao encontro dela…
O caminho entre o fórum e o abrigo não levou mais que 10 minutos, mas um filme passou em minha mente.
Aquela menina que um dia quis adotar, o casal que decidiu colocar em pratica o sonho, as batalhas que travamos com alguns para explicar o porquê do perfil, as coisas desagradáveis que ouvimos, a família que nunca deixou de nos apoiar, aqueles irmãos que perdemos, e acima de tudo naquela menininha adorável que já havia ocupado nossos corações mesmo antes do nosso encontro.

Entramos no abrigo, nos sentamos na recepção e alguns minutos depois uma cuidadora desceu com ela nos braços!!! Uma delicada menininha, risonha, com os olhos arregalados e os cílios mais lindos do mundo, que não teve nenhum problema em vir conhecer nosso colo. Como ela tinha apenas 7 meses e não era necessário nenhum estágio de convivência partimos com ela nos braços rumo à nossa casa!!

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Todo mundo que conhece nossa família sempre nos diz a sorte que ela teve em nos encontrar. O que ninguém imagina é que sortudos mesmo somos nós, por termos sido abençoados com esse encontro.

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