Brincar Livre: Oportunidade de Explorar e Desenvolver

A matéria de ontem do jornal Estado de São Paulo traz o seguinte título “Explorar – e se arriscar – para se desenvolver”.

Logo que a leitura começa, pais e cuidadores já são convidados a sair de uma zona de atuação conhecida na hora de brincar. A reportagem estimula os pais a deixarem seus filhos brincar em parquinhos que ofereçam desafios em altura, desníveis e materiais distintos do plástico. A matéria endossa a sugestão citando estudos como o realizado no Canadá onde “não há relação entre o aumento de quedas e machucados e a altura dos brinquedos e que crianças que se arriscam mais se machucam menos”. Segundo a pesquisadora Mariana Brussoni, da Universidade de Columbia, e autora do estudo, “brincadeiras que envolvem risco melhoram a criatividade, resiliência e a interação social”. A pesquisadora ainda reforça que “as crianças precisam saber reconhece-los (riscos) e responder a eles se protegendo e desenvolvendo sua própria capacidade de avaliá-los”

Transpondo a sugestão para o dia a dia não se trata de expor a riscos desnecessários e muito menos estimular as crianças a realizar atividades no qual elas ainda não são capazes de fazer sozinhas. Por exemplo: se sua criança não consegue subir em determinado lugar não a puxe pelos braços e “a suba”. Trata-se de observar as habilidades e capacidades de cada criança para determinada idade e permitir que o movimento de brincar parta dela. Uma ação de dentro para fora, construída pela própria criança a partir de tentativas, concentração e mérito. Nesse contexto, naturalmente a criança vai gradativamente transpondo obstáculos menores por si e aumentando o nível de dificuldade. Para isso, o adukto responsável precisa ter a atenção e prontidão plena, mantendo uma distância saudável que não interfira no processo do filho mas que mantenha a segurança.

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