Cadeira para Transportar Crianças no Carro: Novas Recomendações da Academia Americana de Pediatria

Recentemente a Academia Americana de Pediatria publicou uma nova orientação sobre segurança no transporte das crianças nos automóveis.

A nova recomendação orienta que as crianças sejam transportadas, nas cadeiras específicas para idade e peso, no banco de trás e viradas para trás por período mais prolongado possível. Ao especificar o que seria “o mais prolongado possível”, a Academia explica que o dispositivo seja utilizado no máximo de peso e altura permitido pelo fabricante e que os pais priorizem o uso de marcas que permitam essa posição até os 4 anos de idade. Atualmente a maioria das marcas permite, baseado no peso e altura, que a cadeira fique voltada para trás até os 2 anos de idade.

A mudança nas recomendações foi baseada nas análises prévias de acidentes de veículos no qual haviam crianças envolvidas e na anatomia das crianças que possuem a proporção cabeça-corpo maior nessa idade, bem como esqueleto vertebral mais raso e ligamentos mais frouxos. Essas características descritas aumentam o risco de lesão espinal em crianças até 4 anos de idade no caso de acidente automobilístico quando a cadeira está voltada para frente. No caso de freada brusca e violenta, com o posicionamento da cadeira para trás, há melhor acomodação e amortecimento das forças de impacto em toda a região das costas e cervical da criança, dissipando assim as forças da colisão e reduzindo os riscos de lesão na coluna.

No Brasil, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, transportar crianças em veículo automotor sem a devida segurança estabelecida configura-se como infração gravíssima. Até o momento da elaboração deste post, as recomendações pelo código brasileiro ainda orientam manter a cadeira voltada para trás até 1 ano de idade. No nosso país, acidentes automobilísticos, infelizmente, ainda são a principal causa de morte de crianças até 14 anos de idade. Anualmente, cerca de 3,7 mil crianças dessa faixa etária morrem e outras 113 mil são hospitalizadas devido a essas causas no país.

Fontes:

Academia Americana de Pediatria

Governo do Brasil – Ministério das Cidades

Organização não governamental Criança Segura, qualificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público)

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