Deficiência de Vitamina D

A deficiência de vitamina D é cada vez mais prevalente na população, inclusive nas crianças!

A vitamina D pode ser adquirida pela dieta ou ser produzida pela pele ao ser exposta ao sol, pela ação dos raios ultravioletas. Sua função mais conhecida está relacionada ao funcionamento do metabolismo dos ossos e dos músculos, embora estudos mais recentes já indiquem que a deficiência de vitamina D pode estar relacionada a problemas de saúde como asma, alergia, doença inflamatória intestinal, doença cardiovascular, entre outros.

Síntese Cutânea

A exposição solar propicia a produção de vitamina D, porém essa transformação da vitamina em seu componente mais potente ocorre na pele após a exposição à radiação ultravioleta tipo B, a mais associada com o desenvolvimento de certos cânceres da pele, queimaduras, desenvolvimento de catarata, entre outros problemas de saúde.

Assim, em nota, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desencoraja a exposição prolongada ao sol sem protetor solar e orienta que seja minimizada a exposição entre 10h e 15h pelo risco das lesões citadas. Ainda, recomenda desde a infância utilização de roupas e chapéus que protejam da irradiação direta do sol e, nas áreas descobertas da pele, o uso do filtro solar.

Em comunicado oficial, a Sociedade Brasileira de Dermatologia acrescenta:

“A SBD recomenda que se conheçam os níveis individuais de vitamina D e a reposição oral seja feita com acompanhamento médico. Assim como incentiva a exposição direta de áreas cobertas, como pernas, costas, barriga, ou ainda palmas e plantas, por 5 a 10 minutos todos os dias, a fim de sintetizar vitamina D, sem sobrecarregar as áreas cronicamente expostas ao sol.”

Fatores que interferem na produção cutânea de vitamina D: altitude elevada, passar a maior parte do tempo em ambientes fechados, poluição atmosférica e tempo nublado.

Dieta

Poucos alimentos são ricos em vitamina D:

Alimento Vitamina D (UI)
Óleo de figado de bacalhau (1 colher de chá) 400-1000
Sardinha enlatada (100g) 300
Atum em conserva (100g) 230
Salmão selvagem (100g) 600-1000
Salmão de criação (100g) 100-250
Fígado de boi (50g) 50
Gema de ovo 25
Cavala em conserva (100g) 250
Leite de vaca (1 litro) 40
Cogumelos frescos (100g) 100
Cogumelos secos ao sol (100g) 1600

Fatores de risco para deficiência de Vitamina D

Bebês em aleitamento materno exclusivo, prematuros, uso de alguns medicamentos (exemplo: anticonvulsivantes), doenças de má absorção intestinal (exemplo: fibrose cística, doença celíaca, doença inflamatória intestinal) e obesidade são fatores de risco comuns no desenvolvimento de hipovitaminose D!

Prevenção

A prevenção tem início ainda na gestação e continua após o nascimento! A dose habitual recomendada é de 400 UI/dia para crianças menores que 1 ano em aleitamento materno exclusivo ou crianças em uso de fórmulas lácteas fortificadas se a ingestão for 1 litro por dia.

A suplementação preventiva também deve ser iniciada em crianças maiores que 1 ano e adolescentes que não ingerem pelo menos 600 UI de vitamina D/dia na dieta ou que não se exponham ao sol regularmente. Para esses pacientes a dose é de 600UI/dia.

A oferta de vitamina D, tanto para prevenção como para tratamento, deve ser realizada sob prescrição médica, evitando, assim, intoxicação por uso inadvertido.


Fontes:
Sociedade Brasileira de Pediatria, Academia Americana de Pediatria, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Colaboradores:

  • Dr. José Antonio Faria, Endocrinologista Pediatra pela Faculdade de Medicina da USP, Professor Pediatria Universidade Federal da Bahia.
  • Dra. Carolina Ramos, Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina da USP
    (11) 2691-6285 / (11) 2151-9040 / (11) 2151-5821
0 comentários

Deixe seu comentário

Quer participar da conversa?
Fique à vontade e participe!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *