Mãos: o primeiro brinquedo do bebê

O início do brincar 

Nos três primeiros meses de vida o bebê está centrado nas sensações internas, transmitidas pelo meio que vive. Desenvolve sentidos como tato, audição, visão e começa a reconhecer o próprio corpo. Nesse processo de reconhecimento, por volta dos 3-4 meses timidamente percebe suas mãos que no início passam casualmente em frente a seus olhos. 

Gradativamente suas mãos passam a ser objeto de observação por períodos mais longos e o bebê passa a explora-la avidamente: dedinhos se mexem, as mãos se tocam, até o dia que elas vão à boca. Dentes? Provavelmente não… o que vemos é prazer de esfregar a gengiva, colocar praticamente toda mão na boca, passando bons períodos entretidos com as mãos. Com o tempo, esse as mãos instigam mais ainda o bebê e o passatempo inclui coordenar cada vez melhor seus movimentos, ampliando-os para braços, ombros e pela busca de objetos. Os primeiros objetos oferecidos ao bebê devem ser de fácil apreensão, possibilitando que de fato o bebê se aproprie do movimento de agarrar e trazer o objeto para si. Exemplos de brinquedos para esse momento incluem paninhos (como pequenas toalhinhas) que são leves, podem ser sacudidos e agarrados com facilidade. Outras opções incluem argolas de plástico ou silicone, chocalhos, pequenos bonecos ou animais de pelúcia. Quer algo mais simples ainda? Os antigos bobs de cabelo da vovó são ótimas opções. 

Permitir a exploração das mãos e escolher brinquedos apropriados, por volta dos 3 meses, quando os bebês começam a pegar objetos, é um dos primeiros tijolos na promoção da autonomia segura da criança.

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