Mindful eating: A Importância de Comer Com Atenção Plena

A alimentação saudável não se restringe apenas a escolha da quantidade e qualidade dos alimentos, mas também como comemos. Sem pré-julgamentos, gostaria de propor uma reflexão sobre os nossos próprios hábitos na hora da alimentação.

Reflita sobre sua semana, quantas vezes você comeu assistindo TV? Ou olhando celular seja para lazer ou trabalho? Ou até mesmo sem estar sentado à mesa?

No corrido dia a dia, é muito difícil pararmos para comer à mesa e realmente apreciar esse momento. Tudo é tão corrido que na maioria das vezes nem percebemos o que levamos à boca. E isso tem impacto na sua saúde e na saúde de nossos filhos.

O conceito de alimentação consciente, “mindful eating”, se traduz pela atenção plena ao ato de comer. Nessa empreitada, é importante criar um ambiente nas refeições que facilite a atenção da criança ao alimento, evitando, rotineiramente, estímulos e distrações, como brinquedos e mídia digital. O objetivo é voltar a valorizar e estimular a interação olho no olho, o diálogo e a conscientização sobre o que se come. Na prática, podemos e devemos explicar à criança o que está sendo servido e permitir que ela faça, na medida do possível, escolhas ( por exemplo: se houver duas opções de folhas, a escolha de uma seria suficiente para experimentar). Ainda, quanto mais cedo o desenvolvimento neuropsicomotor permitir, a criança deve ser estimulada a comer sozinha, no seu próprio ritmo.

Sei que pensar em praticar, em toda refeição, as técnicas do mindful eating parece algo impossível. Mas tentar fazer disso algo mais rotineiro trará resultados saudáveis para toda família. Aqui lançamos um desafio, no próximo mês que tal adotar a cada semana 2 sugestões da lista abaixo. Quando você menos esperar terá adotado as práticas para a alimentação mais consciente!

  1. Refeições à mesa: nada de comer na cama ou sofá.
  2. Celular e demais mídias digitais desligados dão lugar a conversas e diálogos.
  3. Respeitar a saciedade da criança. Para que a criança sente à mesa com apetite evite oferecer snacks ( incluindo oferta de sucos) fora de hora.
  4. Na medida do possível, deixe seu filho participar da escolha do que vai ao prato.
  5. Se a criança disser que não gosta de determinado alimento, aproveite para estimulá-lo a dizer o que não gosta. É a textura? É a cor? Será que se for preparado de outra maneira fica mais gostoso? Aproveite para convidá-lo a ajudar no preparo. Essa dinâmica pode facilmente ser realizada assim que a criança começa a ter maior repertório de linguagem (entre 1 ano e meio a 2 anos)
  6. Coma com calma e estimule sua criança a comer com calma também. Corte, mastigue. Um bom tempo de refeição varia de 20-30 min. Caso a criança termine antes do tempo que você estabeleceu, explique que ela não precisa mais comer, mas fará companhia. Isso incentiva a criança a ter paciência.
  7. A melhor estratégia para evitar guloseimas e outros alimentos de valor nutricional baixo é não ter em casa na rotina ou acesso fácil
  8. Gratificar ou castigar a criança para conseguir que ela coma não é saudável. Algumas crianças precisam ser estimuladas a comer, nunca forçadas.

Bibliografia de Apoio

Mindiful Eating Brasil

Sociedade Brasileira de Pediatria

Academia Americana de Pediatria

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